HOMESUTIÃ PERFEITOMODABELEZA & WELLNESSLIFESTYLEFETICHE
Logo da Loungerie
Loungerie

Tudo o que você precisa saber sobre o Outubro Rosa!

Você já deve conhecer a campanha anual de prevenção ao Câncer de Mama, conhecida como Outubro Rosa. Mas afinal, quando, como e por que ela surgiu?

19 de outubro, 2022

Você já deve conhecer a campanha anual de prevenção ao Câncer de Mama, conhecida como Outubro Rosa. Mas afinal, quando, como e por que ela surgiu? Para muito além das peças íntimas, a Loungerie se preocupa com a autoestima e o autocuidado das suas clientes e amigas. Por isso, hoje queremos falar um pouco mais com você sobre essa campanha tão relevante!

Em parceria com a NUAÁ e com o Instituto Oncoguia, trouxemos muito conteúdo para você ficar por dentro do assunto, entender melhor as ações que são realizadas anualmente, histórico, números e, é claro: como se sentir linda! Vista sua melhor lingerie (cor de rosa é sempre uma boa ideia, hein?), pegue sua bebida preferida e vamos aos fatos.

Dados nacionais sobre o Câncer de Mama

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Câncer de Mama é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo. Para o ano de 2020, foram estimados cerca de 2,3 milhões de novos casos mundialmente, o que chega a quase 25% de todos os tipos de neoplasias* diagnosticadas nas mulheres, variando as taxas de incidência em cada região.

(*A neoplasia é uma massa de tecido anormal que pode surgir em diferentes partes do corpo. É conhecida, também, como tumor e possui características, riscos e desenvolvimentos diferentes em cada local e organismo).

Em nosso país, o Câncer de Mama ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres, com maiores taxas nas regiões Sul e Sudeste. Em 2021, o risco estimado foi de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres. Isso significa que foram cerca de 66.280 novos diagnósticos no ano. Em dados levantados pelo INCA de 1980 a 2020, é possível ver também que, na mortalidade proporcional do período, os óbitos por Câncer de Mama representam 16,3% do total, ocupando o primeiro lugar do país.

Outra consideração importante: o Instituto também estima que apenas 5 a 10% dos casos estão relacionados com fatores hereditários. Ou seja, em pelo menos 90% dos casos o câncer de mama não é hereditário.

E você sabia que, em 2019, um estudo divulgou que tivemos o aumento da incidência dos casos em mulheres com menos de 35 anos? Antes, a faixa etária retinha cerca de 2% dos casos. Hoje, a taxa já subiu para cerca de 5%. O fenômeno vem sendo observado por diversos países e pode estar relacionado ao estilo de vida.

É possível entender a importância de falar sobre a doença, certo? Afinal, entender sobre ela é o primeiro passo para a prevenção e o diagnóstico precoce. E, para além disso, a importância de manter a autoestima, o autocuidado e a confiança mesmo com um diagnóstico positivo!

Prevenção e principais cuidados com o Câncer de Mama

Para começar: o Câncer de Mama pode ter cura e metástase não é sentença de morte. São palavras fortes, eu sei, mas calma que eu te explico!

Pensando na cura, os avanços nos tratamentos oncológicos garantem altos índices de sucesso, por isso é tão frizado o diagnóstico precoce. Já em relação ao Câncer de Mama metastático, é preciso entender que a medicina avança diariamente e existem diversos tratamentos e muitos cuidados com foco no paciente. Os cuidados paliativos, por exemplo, proporcionam uma rotina mais confortável, segura e focada no manejo de sintomas.

E lembre-se sempre: não existe uma causa única para o câncer. Fatores hormonais, ambientais, genéticos e comportamentais podem predispor ou aumentar o risco de desenvolver a doença, mas não é só isso. Acima de tudo, a culpa não é da paciente. O câncer não foi causado por ela.

Fatores de Risco

Já falamos que não existe uma causa única para a doença e ela também não é causada pela paciente. Dito isso, é importante entender quais são os fatores de risco que podem aumentar as chances de desenvolvimento do câncer.

De acordo com a Cartilha de 2022 divulgada pelo INCA, temos três categorias e fatores respectivos:

Comportamentais/ambientais

  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa.
  • Sedentarismo (não fazer exercícios).
  • Consumo de bebida alcoólica.
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (raios X, mamografia e tomografia).

História reprodutiva/hormonais

  • Primeira menstruação (menarca) antes dos 12 anos.
  • Não ter tido filhos.
  • Primeira gravidez após os 30 anos.
  • Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos.
  • Ter feito uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional) por tempo prolongado.
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se por mais de cinco anos.

Hereditários/genéticos

  • História familiar de:
    • Câncer de ovário.
    • Câncer de mama em homens.
    • Câncer de mama em mãe, irmã ou filha, principalmente antes dos 50 anos.
  • A mulher que possui alterações genéticas herdadas da família, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2, tem risco elevado de câncer de mama.

Diagnóstico precoce e prevenção

É possível reduzir os riscos de aparecerem tumores (e não só nas mamas). Acompanhamento médico regular, peso corporal adequado ao seu biotipo e sua saúde, praticar atividades físicas e evitar consumo de bebidas alcoólicas são alguns pontos que ajudam.

Para a real prevenção, o indicado é ter consultas médicas regulares. Para mulheres com menos de 40 anos, a mamografia (que já vamos falar um pouquinho), não é a mais indicada. Porém, existem outros exames de rotina, como ultrassons, que são ótimas opções. Ter um profissional de confiança (ginecologista ou mastologista) que faça o acompanhamento periódico é importantíssimo. Afinal, o exame de toque é um complemento.

Por isso, estar atenta ao seu próprio corpo, independente da idade, é sempre indicado. Olhar, apalpar e sentir suas mamas no dia a dia irá te ajudar a reconhecer quais são as variações naturais do seu corpo e a identificar alterações suspeitas. Afinal, se tocar é saúde! Além de sentir todo o seu corpo, o toque está ligado à prevenção do Câncer de Mama e, também, ao prazer (não se esqueça dessa parte também super importante).

E lembra que dissemos que se tocar é um complemento? Então, isso está relacionado ao fato de que, na maior parte das vezes, ele não é o bastante. Muitas mulheres, quando conseguem sentir o tumor, já o tem em um estado mais avançado. E aqui queremos reforçar: tenha um profissional de confiança ao seu lado, para realizar exames preventivos com periodicidade, independente da idade.

Ah, a mamografia* é outro exame que pode ser incluído na rotina para a identificação do câncer antes do surgimento de sintomas, sendo um exame indicado para mulheres acima de 40 anos. Para mulheres mais jovens, fazer ultrassons de rotina pode ser uma alternativa. 

* Consulte seu médico sobre os benefícios e particularidades dessa prática. E você pode, também,  ir até o Posto de Saúde mais próximo!

O acolhimento e a sexualidade da mulher com diagnóstico positivo

Falar sobre o Câncer de Mama não é fácil. Além de diversos tipos de Câncer, existem vários estágios, diagnósticos, sistemas imunológicos, corpos e rotinas. Cada corpo reage aos tratamentos de uma forma e querer simplificar o que cada paciente sente durante o seu processo é deslegitimar toda a caminhada.

Entretanto, uma coisa é possível afirmar: dentre todas as dificuldades,  você não precisa abrir mão de você para curar o câncer. A sua vaidade, as suas preferências e a sua autoestima estão diretamente ligadas ao acolhimento. Inclusive, algumas páginas que abordam o tema de forma aberta e sincera afirmam que a atitude positiva faz diferença no tratamento!

#somosmuitasvencendoocancerdemama

Neste processo, é legal lembrar também que cada paciente tem o seu tempo. Abraçar a causa de quem foi diagnosticada, entender como será o tratamento, os estágios e como ajudar é um grande passo. Se você convive com alguém que foi diagnosticada com Câncer de Mama, o ouvir é um grande aliado, junto com o permitir.

A parceria com o Instituto Oncoguia

Pensando na autoestima das mulheres que foram diagnosticadas com Câncer de Mama, e até mesmo nas que estão no processo de remissão, a Loungerie fechou uma parceria sincera com o Instituto Oncoguia para criar uma coleção exclusiva, pensada com muito carinho.

A coleção Be Kind Oncoguia foi elaborada a partir de aprofundadas discussões com mulheres com Câncer que compartilharam suas histórias, necessidades, desejos, dificuldades e vontades através do Instituto Oncoguia. A linha tem como premissa trazer o sutiã perfeito para mulheres que passaram pela cirurgia de mastectomia, entregando não só autoestima e confiança, mas também dando todas as funcionalidades e conforto necessário. Uma coleção com nossos modelos best-sellers construída por diversas mãos e histórias, feita para ser a lingerie perfeita!

Agora, vamos falar de sexualidade

Durante o tratamento do Câncer de Mama, existem muitas mudanças na vida das mulheres. E a sexualidade pode ser, sim, impactada. O diagnóstico de câncer vem acompanhado de diversos sentimentos como angústia, inseguranças e medos, o que pode deixar a vida sexual em segundo plano, além das mudanças que podem ser geradas pelo tratamento.

A página WeCancer tem uma campanha que, inclusive, ressalta que “O Câncer de Mama não te define, é só mais um capítulo da sua história.” Isso significa que você não precisa deixar seus sonhos, vontades e desejos de lado. Tenha o seu tempo, entenda o seu momento mas, sobretudo, não esqueça de você!

O Câncer de Mama não te define

Como a NUAÁ e a Loungerie ajudam neste momento?

A femtech Nuaá – pioneira em dermocosméticos ginecológicos destinados à higiene íntima feminina – se uniu à Loungerie para um lançamento muito especial no mês de outubro. As duas marcas apresentam a mais nova espuma de limpeza íntima natural hipoalergênica NUAÁ + Loungerie. O produto é destinado ao uso no banho e que respeita o pH da área íntima, restaura a flora e devolve a hidratação, diminuindo o ressecamento tão comum nesta fase.

Quando pensamos no tratamento oncológico, é preciso lembrar que ele pode provocar diversas alterações na pele da vulva, ocasionando desconforto e perda na qualidade de vida da pessoa em tratamento. A Dra Ana Luiza Faria, ginecologista obstetra e sócia-fundadora da NUAÁ, declara “nós da NUAÁ olhamos para a mulher em suas mais diversas fases, sob a ótica do acolhimento e, por isso, entendemos que o bem-estar íntimo não deve ser tabu, mas sim um importante aliado no tratamento da mulher com câncer de mama. Nos unimos à Loungerie justamente para amplificar a voz destas pacientes e despertar a atenção para a qualidade de vida neste momento, olhando para a mulher em sua totalidade, para muito além do câncer”.

O produto foi pensado com carinho, com muita pesquisa e conhecimento médico e íntimo. Tudo visando a autoimagem de forma positiva!

E como é a vida pós câncer?

Além das parcerias e da conscientização da importância do tratamento precoce, a Loungerie também quer deixar claro para todas: o câncer não é uma sentença. Com muita pesquisa, carinho e cuidado, produzimos esse conteúdo como uma carta aberta: é possível curar o câncer.

Giulia Staar é uma jornalista, soteropolitana, moradora de Belo Horizonte de 26 anos que, em janeiro de 2022, foi diagnosticada com Câncer de Mama. O seu tipo de câncer foi um carcinoma ductal invasivo (câncer que fica nos glúteos mamários) de grau 2 e estava no estágio inicial, e ela compartilha em suas redes sociais sua relação com a doença, o tratamento e o dia a dia.

Em suas palavras, “enfrentar um câncer, por mais que esteja num estágio inicial, não é algo fácil. Tudo muda na nossa vida. Nosso foco, nossa preocupação, nosso corpo.” A jovem é uma grande promotora da discussão aberta e franca sobre o Câncer de Mama, a importância do diagnóstico precoce e como foi sua relação como paciente.

Agora, em outubro, ela compartilha nas redes como é a vida de uma mulher que está em tratamento. O seu tumor foi retirado, ela realizou a radioterapia e durante os próximos 5 anos ela passará por tratamento hormonal. E reforça: “a vida de uma pessoa com Câncer de Mama pode ser vivida de forma muito normal e que a continuidade desse tratamento não é um bicho de sete cabeças.”

A Giulia é apenas uma das diversas mulheres que possuem o diagnóstico e estão por aí para compartilhar os seus depoimentos, medos, angústias e vitórias. O diagnóstico não é fácil, mas não quer dizer que você esteja só.

A origem do Outubro Rosa

O movimento teve início nos Estados Unidos e um tempinho depois o Congresso Americano oficializou o mês de outubro como um período nacional de prevenção à doença.

Ah, e o famoso laço rosa, símbolo usado na campanha, surgiu na década de 1990 durante um evento chamado Corrida Pela Cura, iniciativa realizada pela Fundação Susan G. Komen for the Cure.

Em Nova Iorque, na primeira corrida realizada pela organização, os participantes receberam o item para usar durante o trajeto. E assim, posteriormente, o lacinho tomou conta de outros programas de conscientização da doença e virou o símbolo oficial do Pink October!*

* É sempre bom lembrar, que além de distribuir laços, a campanha tem o foco de conscientização. O símbolo deve sempre vir acompanhado de informação!

Outra curiosidade sobre a campanha: não se sabe quando e onde aconteceu pela primeira vez, mas iluminar monumentos, prédios, pontes e outros estabelecimentos com a cor rosa veio depois que o assunto estava em voga.

A campanha do Outubro Rosa no Brasil

Chegamos em outubro de 2002, na cidade de São Paulo. O famoso Obelisco do Ibirapuera (o monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista) foi totalmente iluminado com a cor rosa. A iniciativa veio de mulheres simpatizantes com a causa e foi assim que a campanha aterrissou no país.

Em 2008, o movimento começou a ganhar força nacional e, em outubro, muitas entidades relacionadas ao Câncer de Mama iluminaram de rosa monumentos e prédios em suas respectivas cidades. De pouco a pouco o Brasil foi ficando cor de rosa, de São Paulo ao Piauí.

Cuide da sua saúde e mantenha-se linda!

Por fim, a Loungerie reforça: somos embaixadoras do bem estar feminino, da leveza e de poder se sentir linda. E cuidar da sua saúde é cada vez mais sexy!

Queremos fazer um agradecimento especial à Nuaá e ao Instituto Oncoguia, pela parceria em um projeto tão importante, voltado para mulheres que sempre devem ser ouvidas. E a Giulia Staar, pela curadoria e disponibilidade. Sentir-se linda não deve ser um tabu. Nunca!

E por último, queremos te lembrar também que, apesar de ser muito raro, o câncer de mama também pode atingir os homens, sendo de extrema importância alertar os seus conhecidos sobre os tratamentos.

Insira seu e-mail e assine a newsletter!
Relacionadas
Logo da Loungerie
Loungerie