
Quando o assunto é saúde sexual, ter disponível métodos preventivos eficazes garante mais autonomia e segurança. A PrEP — Profilaxia Pré-Exposição — é um desses avanços. Trata-se de uma pílula diária que reduz o risco de infecção pelo HIV.
1 de agosto, 2025Mesmo com sua eficácia comprovada, a PrEP ainda levanta muitas dúvidas e preconceitos. Por isso, reunimos aqui as respostas para as perguntas mais comuns. Vem com a gente!
A PrEP é uma combinação de medicamentos antirretrovirais usada por pessoas que não vivem com HIV, mas querem se proteger da infecção.
Ela funciona como uma barreira química, impedindo que o vírus se estabeleça no organismo caso haja exposição. Com uso diário e acompanhamento médico, pode reduzir em mais de 90% o risco de infecção pelo HIV em relações sexuais.
É importante reforçar que a PrEP não é uma forma de tratamento da doença, mas sim uma camada extra de proteção, especialmente para quem está em situação de vulnerabilidade.
É comum confundir a PrEP com a PEP, mas elas têm propostas diferentes:
A PrEP é uma opção de prevenção especialmente recomendada para pessoas com maior risco de exposição ao HIV. Entre os perfis mais comuns, estão:
Antes de iniciar o uso, é necessário fazer uma avaliação médica. Exames de sangue, função renal e testes para HIV e outras ISTs são solicitados para garantir a segurança e a eficácia do método. De forma geral, podem usar PrEP:
A PrEP não deve ser usada por quem:
A PrEP está disponível gratuitamente pelo SUS. Para ter acesso, é necessário procurar um serviço especializado em ISTs ou um centro de saúde que ofereça esse acompanhamento.
A PrEP não substitui o uso do preservativo, pois protege apenas contra o HIV. Ela não evita outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, como sífilis, gonorreia, clamídia ou hepatites. Além disso, ela não é um método contraceptivo, ou seja, não evita gravidez.
Por isso, o ideal é que a PrEP seja usada como parte de uma prevenção combinada — associada a outros métodos, como a camisinha.
Normalmente, a PrEP é segura e bem tolerada. Mas como qualquer medicamento, pode causar alguns efeitos colaterais, geralmente leves e temporários. Algumas pessoas relatam:
Esses sintomas costumam desaparecer nos primeiros dias de uso. Mas é importante manter o acompanhamento com profissionais de saúde, fazer os exames de rotina e seguir a prescrição corretamente.
Para garantir a eficácia da PrEP, é essencial tomar as pílulas regularmente conforme a orientação médica.
Muita gente associa o uso da PrEP à promiscuidade e irresponsabilidade. Mas vale lembrar que isso é resultado de desinformação.
A verdade é que todos têm direito ao acesso à informação e aos métodos de prevenção disponíveis. Cuidar da saúde sexual é um ato de autonomia, e ninguém deve ser julgado por isso.
Falar sobre o assunto abertamente e sem tabus ajuda a ampliar o acesso, combater o preconceito e permitir que mais pessoas façam escolhas conscientes.
A PrEP é um avanço na prevenção ao HIV, que amplia as possibilidades de cuidado com a saúde sexual e representa a liberdade de viver a sexualidade conscientemente.
Se você se interessou pelo tema, vale conversar com seu médico, buscar um centro de saúde e entender se a PrEP é uma boa opção para você.
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