
Segundo uma pesquisa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), cerca de 23% das mulheres brasileiras sentem dor durante a relação sexual.
31 de julho, 2025Infelizmente, muitas delas convivem com esse incômodo por tanto tempo que começam a achar que é normal. Mas a verdade é: sentir dor durante o sexo trata-se de uma condição chamada dispareunia.
Hoje vamos falar sobre as causas, como identificar a origem do problema e quais caminhos existem para retomar uma vida sexual prazerosa. Continue a leitura para saber mais!
Dispareunia é o termo médico usado para descrever a dor genital associada ao ato sexual, que pode acontecer antes, durante ou após o sexo. Ela costuma se manifestar como:
O impacto vai além do físico: pode afetar a autoestima, a intimidade e até gerar medo ou rejeição ao contato sexual.
A dispareunia costuma ser multifatorial, e normalmente, as causas são físicas e emocionais.
O corpo responde ao que a mente sente, por isso quando há tensão, medo ou insegurança, a dor pode surgir. Entre os fatores mais comuns estão:
O primeiro passo para entender o que está causando a dor é reconhecer que ela existe — e que não precisa ser normalizada.
A partir daí, o ideal é buscar um ginecologista, que poderá avaliar a parte física com exames e, se necessário, encaminhar para outros especialistas. Em muitos casos, o diagnóstico envolve um trabalho em conjunto com:
Durante a consulta, é importante falar abertamente sobre seus sintomas, o momento em que a dor aparece, sua intensidade e como isso tem impactado sua vida.
O tratamento da dispareunia varia conforme a causa. Às vezes, basta um ajuste na rotina. Em outros casos, é preciso uma abordagem mais ampla. Confira algumas alternativas:
Em casos de secura vaginal, o uso de lubrificantes à base de água ou silicone pode fazer toda a diferença. Eles ajudam a reduzir o atrito, aumentam o conforto e melhoram a experiência sexual.
Para mulheres na menopausa, por exemplo, a reposição hormonal local (com cremes ou óvulos vaginais) pode restaurar a lubrificação natural e a elasticidade da mucosa.
Outros medicamentos podem ser indicados para tratar infecções, dor crônica ou condições específicas como endometriose.
A fisioterapia atua diretamente na musculatura vaginal, com exercícios que ajudam no relaxamento, fortalecimento ou coordenação dos músculos do assoalho pélvico. É indicada especialmente para vaginismo, dor crônica e pós-parto.
Quando há envolvimento emocional, traumas ou bloqueios inconscientes, a psicoterapia é um recurso fundamental. Trabalhar a relação com o corpo, com o prazer e com o parceiro pode mudar completamente a vivência sexual.
Aprender sobre o próprio corpo, testar novos estímulos, explorar os limites e descobrir o que traz conforto pode ajudar muito. A masturbação, por exemplo, pode ser um caminho para reconexão com o prazer.
Sexo não precisa seguir um roteiro. Diminuir o ritmo, investir em mais preliminares, explorar novas posições ou até trocar a penetração por outras formas de prazer pode aliviar a tensão e transformar a experiência.
Sentir dor durante o sexo não é normal, mas felizmente existe tratamento. Procure uma profissional de saúde e lembre-se: você merece sentir prazer e viver sua sexualidade com bem-estar
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